Alfonso López Quintás
O grande humanista e cientista Albert Eisntein fez
esta severa advertência: "A força desencadeada pelo átomo transformou
tudo menos nossa forma de pensar. Por isso caminhamos para uma catástrofe sem
igual". Que forma de pensar deveríamos ter mudado para evitar esta
hecatombe? Sem dúvida, Einstein se referia ao estilo de pensar objetivista,
dominador e possessivo que se esgotou com a primeira guerra mundial e
não foi substituído por um modo de pensar, sentir e querer mais adequado à
nossa realidade humana.
O domínio e controle sobre os seres pessoais se
leva a cabo mediante as técnicas de manipulação. Se quisermos colaborar
eficazmente a construir uma sociedade melhor, mais solidária e mais justa,
devemos identificar os ardis da manipulação e aprender a pensar com todo o
rigor. Não é muito difícil. Um pouco de atenção e agudeza crítica nos permitirá
desmascarar as prestidigitações de conceitos que se estão cometendo e aprender
a fazer justiça à realidade. Esta fidelidade ao real nos proporcionará uma
imensa liberdade interior.
Não basta viver num regime democrático para ser
livres de verdade. A liberdade deve ser conquistada dia a dia opondo-se àqueles
que ardilosamente tentam dominar-nos com os recursos dessa forma de ilusionismo
mental que é a manipulação. Esta conquista só é possível se tivermos uma
idéia clara a respeito de quatro questões: 1º) O que significa manipular?
2º) Quem manipula? 3º) Para que manipula? 4º) Que tática
utiliza para este fim? A análise destes quatro pontos permitir-nos-á
discernir se é possível dispor de um antídoto para a manipulação. Estamos a
tempo de defender nossa liberdade pessoal e tudo o que ela representa.
Façamo-lo decididamente.

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